Caminhos Incertos...
Estranho o mundo em que vivo...estranhas relações a que me sujeito, estranha a vida que tenho de viver...contudo, até tudo o que procuro é estranho...!
Corro sem destino , corro sem ter uma meta a alcançar, corro como que por instinto à espera de algo encontrar.
Corro calmamente... por vezes, corro desesperadamente de um lado para o outro; ando sempre a correr à espera de alguém encontrar, transportando a esperança de que alguém possa perceber todo este sofrer.
Lágrimas que me humedecem os olhos e me escorrem pela face fazendo transparecer tudo o que tento esconder.
Olho para uma criança...para toda a sua inocência, para toda a sua despreocupação, para todo o seu ser...por alguns momentos deixo-me levar por uma nostalgia que desconhecia, gostava de voltar atrás, gostava de nunca ter crescido e criança poder permanecer. Que Mundo complicado é este, o dos "adultos"!
Mais uma vez me vejo como um mero viajante, viajante que não descansa, viajante que procura algo embora não saiba o quê, mas que não se contenta apenas com o que encontra...pára, reflecte e mais uma vez parte em busca de mais qualquer coisa, em busca de algo novo.
Viajante que viaja não pelo Mundo, mas dentro de si, viaja e percorre todos os caminhos que encontra, por vezes recua, por vezes teme; mas tudo o que descobre não passa de uma mera procura incessante e de uma ânsia de se conhecer a si próprio, bem como de conhecer tudo o que existe à sua volta.
Cabeça baixa...olhos fixos no chão, ando sem destino...as pedras da calçada são o meu único caminho!...
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